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Como a Premier League gera renda para seus clubes dominarem o Mercado de Transferências

Premier League distribui mais de 3 bilhões de libras entre os clubes

Elliot Anderson, 135 milhões de Euros; Bradley Barcola, 125 milhões de Euros; Morgan Rogers, 138 milhões de Euros. Estas são apenas algumas das transferências realizadas por clubes da Premier League nesta janela de verão que chamaram a atenção por conta do valor pago e trazem consigo uma grande dúvida ao torcedor: Como estas equipes tem tanto dinheiro para gastar?

Para começar a entender, é necessário analisar a distribução de renda da liga entre os clubes. Na última temporada, foram distribuídos mais de 3 bilhões de libras entre os 20 clubes que disputaram a competição e o interessante é o quão nivelada é essa distribuição. 50% da renda é dividida igualmente entre todos os clubes, 25% com base na posição da tabela na última temporada e os 25% restantes com base na receita gerada pelo clube em cotas de TV, chamadas de facility fees.

Esse modelo se difere bastante das demais ligas europeias como ,por exemplo, a La Liga onde apenas Barcelona, Real Madrid e Atletico de Madrid recebem cerca de 35% do total distribuido pela liga. O modelo inglês gera mais competitividade dentro da própria liga e permite que até os clubes menores consigam adquirir jogadores e treinadores de qualidade, aumentando assim a qualidade do produto e por consequência, a renda da liga.

Nova contratação do Manchester City, da Premier League
Elliot Anderson, meio campista contratado pelo Manchester City esta temporada-Foto: Divulgação/Manchester City

Pagamentos paraquedas e ascensção dos clubes “ioiô”

Uma medida muito polêmica adotada pela Premier League são os chamados Pagamentos paraquedas feitos a clubes rebaixados. Em resumo, quando um clube é rebaixado da primeira para a segunda divisão ele recebe aproximadamente 110 milhões de libras parceladas em 3 anos para “aliviar” o baque da queda. O grande problema é que esse valor é muito superior ao que os demais clubes da Championship recebem(por volta de 11 milhões de libras ao ano), tornando muito mais difícil para os clubes que não foram rebaixados conseguirem o acesso para a Premier League e fazendo com que tenha pouca varidade entre os clubes que são rebaixados e promovidos ano a ano.

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Superioridade no cenário europeu

Todo esse dinheiro torna os clubes ingleses cada vez mais competitivos nas competições europeias. Nas últimas 10 finais de Champions League, 6 tiveram a presença de clubes da Premier League com destaque para as finais de 2019 e 2021 totalmente inglesas, feito não repetido por nenhuma outra liga na década. Ainda não dá para falar que existe uma dominância inglesa na Europa, pois os gigantes espanhóis Barcelona e Real Madrid, a organização e disciplina do Bayern de Munique e o dinheiro catari do PSG competem de igual para igual com os clubes da Inglaterra, porém com o poder aquisitivo interno e aumento dos investimentos externos, não seria uma surpresa para ninguém se os próximos anos do futebol europeu e mundial forem dominados pelo clubes do país que inventou o esporte.

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Liverpool campeão em 2019- Foto: Divulgação-Liverpool

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