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França e Inglaterra é o 5º jogo com maior número de gols da história das Copas

Placar inédito na história das Copas, com vitória inglesa por 6 a 4, também é o com mais gols desde a edição de 1982

A disputa de 3º lugar em Copas do Mundo geralmente é um jogo morno, com as duas seleções desiludidas por não terem conquistado uma vaga para a tão sonhada final. No entanto, a decisão da edição de 2026 ficou marcado na história pela quantidade de gols marcados.

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Foram 10 ao todo, sendo 6 para a Inglaterra e 4 para o lado francês, o que colocou a partida como a quinta com maior número de gols marcados na história. O jogo disputado nos Estados Unidos também teve o maior placar do torneio desde a edição de 1982, quando a Hungria venceu a seleção de El Salvador por 10 a 1, pela 1ª rodada do grupo 3.

Bellingham comemorando gol da Inglaterra em jogo da Copa do Mundo
França e Inglaterra é o quinto jogo com maior número de gols da história das Copas. Foto: Divulgação/FIFA

O placar de 6 a 4 também é inédito na história das Copas, que antes já havia registrado um 6 a 5 (na vitória do Brasil sobre a Polônia, em 1938) e de 6 a 3 (no triunfo da Argentina sobre o México, em 1930, e da França sobre a Alemanha, na decisão do terceiro lugar de 1958).

Jogos com mais gols na história das Copas:

  • 12 gols – Áustria 7 x 5 Suíça (1954)
  • 11 gols – Brasil 6 x 5 Polônia (1938), Hungria 8 x 3 Alemanha Ocidental (1954) e Hungria 10 x 1 El Salvador (1982)
  • 10 gols – Inglaterra 6×4 França (2026) e França 7 x 3 Paraguai (1958)
  • 9 gols – Argentina 6 x 3 México (1930), Hungria 9 x 0 Coreia do Sul (1954), Alemanha 7 x 2 Turquia (1954), França 6 x 3 Alemanha (1958) e Iugoslávia 9 x 0 Zaire (1974)

O jogo entre franceses e ingleses também ficou marcado pelo recorde de Kylian Mbappé. O atacante francês, além de conquistar a artilharia da atual edição, superou Messi e Klose e se isolou como maior artilheiro da história das copas, com, impressionantes, 22 gols em apenas 21 jogos. Dos 22, quatro foram marcados na Rússia, em 2018; oito no Catar, em 2022; e dez em Estados Unidos, México e Canadá, em 2026. Em todas as edições, marcou pelo menos três vezes em mata-matas.

A seleção inglesa também alcançou um recorde próprio: melhor campanha desde o título em 1966. Além disso, também é a segunda posição mais alta dos ingleses em Copas do Mundo. Desde a conquista, a Inglaterra não participou de apenas três copas (1974, 1978 e 1994) e, nas edições que participou, não foi a potência futebolística que se esperava. As únicas exceções foram em:

  • 1990 – Quando alcançou a quarta colocação após perder a semifinal, nos pênaltis para a Alemanha, e a disputa de 3º lugar, por 2 a 1 para a Itália
  • 2026 – Perdeu a semifinal, de virada, para a Argentina por 2 a 1 e, na disputa pela 3ª colocação, venceu a França por 6 a 4, levando a medalha e bronze.
Seleção inglesa de 1966, comemorando o título da Copa do Mundo.
A seleção inglesa alcançou, em 2026, sua segunda melhor campanha na história das Copas. Foto: Divulgação/FIFA

Já pelo lado francês, a derrota encerra um longo ciclo sob o comando de Didier Deschamps. O treinador de 57 anos, campeão como jogador em 1998, chegou à seleção em 2013, quando precisou classificar a França para a Copa do Mundo de 2014, e, desde então, seguiu seu trabalho ininterruptamente. Durante esses 13 anos, foram diversas conquistas tanto continentais quanto mundiais, a mais importante delas sendo o título da Copa de 2018, por 4 a 2 sobre a Croácia, o segundo título dos franceses na competição.

Sob o comando de Deschamps, Les Bleus (Os Azuis) foram vice campeões da Euro 2016; campeões da Copa de 2018; campeões da UEFA Nations League 2021; vice campeões na Copa de 2022, perdendo para a Argentina no que ficou conhecida como “A Maior Final de Copas da História” devido à emoção dos 120 minutos e pênaltis; conquistaram a 3ª colocação na UEFA Nations League 2025 e foram quartos colocados na Copa de 2026.

Em sua última entrevista como treinador da França, ainda em campo após perder a disputa de 3º lugar, Deschamps disse o seguinte sobre sua despedida da seleção:

“Decidi que aquilo tinha que parar. E se tomei essa decisão, não foi por mim, digo sinceramente, foi pelo bem da seleção francesa. […] Porque existia um ambiente que era muito irrespirável com relação a mim, e a seleção francesa não merece isso.”

O novo treinador de Les Bleus será Zinédine Zidane. O ídolo francês assume o comando técnico a partir de 1º de setembro de 2026, sucedendo seu ex companheiro de seleção, e fará sua estreia oficial na Liga das Nações. O ex meia estava sem clube desde 2021, quando deixou o Real Madrid, o único clube que comandou em sua carreira como técnico.

Como treinador, Zidane comandou o Real Madrid mágico de Cristiano Ronaldo e companhia, e conquistou 11 titulos, dos mais importantes sendo 3 UEFA Champions League consecutivas durante as temporadas de 2015-16, 2016-17 e 2017-18.

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